Os partidos são a
base da democracia e é dentro dos partidos que os cidadãos constroem a
democracia. Os socialistas de Braga podem iniciar este movimento para o país e
para o PS – disse quinta-feira à noite João Nogueira dos Santos, na sede da
Federação distrital de Braga do PS.
Convidado para mais
uma acção da candidatura de Vítor Sousa à liderança do PS no concelho de Braga,
o Gestor da Optimus nas áreas de Desenvolvimento de Negócio, Inovação e Produto,
teve direito a sala cheia com militantes e simpatizantes socialistas, incluindo
o ex-vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Nuno Alpoim, actual
presidente da AGERE/EM.
Para o promotor do
movimento “Adere, Intervém e Vota num Partido”, o estado actual da política portuguesa, que
todos consideramos negativo, deve-se “em grande parte ao facto de cada um de
nós cidadãos nos termos demitido do nosso papel na intervenção nos partidos”.
Só dentro do partido
“temos poder de voz e de voto, para escolher os melhores e afastar os piores,
pedir contas das políticas e sancionar o que está mal”.
CULTIVAR MERITOCRACIA
Nesse sentido, os
partidos precisam de cultivar a “meritocracia dentro deles, porque as eleições
internas são mais importantes que as nacionais”.
“Só sendo militante
possuímos legitimidade para pedir contas e exigir, elevar a exigência dentro
dos partidos” e construir uma “cidadania escrutinadora”.
Citando alguns
números, João Nogueira dos Santos lembrou que apenas 0,8 % dos portugueses
elegeram o líder do PSD. Em contrapartida, na América, 18 % dos americanos
votaram nas eleições internas dos partidos, ou seja, uma percentagem vinte
vezes maior que em Portugal.
DEMOCRACIA É VALOR
MÁXIMO DO PS
A democracia perde
credibilidade em Portugal porque “nos demitimos de participar nos partidos.
Temos de mudar de mentalidade. Filiem-se, conheçam o partido, sejam exigentes e
intervenham” – pediu o orador, adiantando que “se tivermos dois por cento dos
portugueses inscritos no PSD e no PS, tudo muda”.
No que se refere ao
PS, João Nogueira dos Santos atribui-lhe mais responsabilidades neste renascer
da democracia porque “é fundador da democracia e é democrata antes de ser
socialista".
"A democracia é o valor máximo do PS.
É uma causa do partido e devia
jogar ao ataque dizendo aos portugueses: vocês é que estão em falta, em vez de
estarem apenas a criticar”.
No seu entender, o PS
de Braga deve “honrar este valor máximo da democracia, com cidadãos formados e
informados, com poder de comunicação que não perdem liberdade por se filiarem”.
Os dirigentes do PS
de Braga devem “fazer tudo para que o nosso partido seja melhor. Temos todas as
ferramentas.
Os cidadãos têm duas saídas: ou nada fazem e são parte do problema
ou mudam e fazem parte da solução”.
A concluir, desafiou
a candidatura de Vítor Sousa a lançar este grande movimento para o país e para
o PS de modo a evitar o “risco de ser governado por inferiores”.
Seguiu-se um intenso
debate, com uma dezena de intervenções de militantes e bracarenses não
militantes, às quais respondeu Vítor Sousa que saudou aqueles que nunca tinham
participado numa sessão do PS.
Vítor Sousa confirmou
a disponibilidade para debates com António Braga, dentro do partido e para os
militantes, apelando aos seus apoiantes para não responderem a provocações,
dignificarem o PS, com serenidade, correcção e seriedade.
“Os bracarenses têm
os olhos em nós e os socialistas conhecem-me por dentro e por fora” – concluiu
Vítor Sousa.
Nota:
Para mais
esclarecimentos, ver


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