A sede do PS de Braga foi
minúscula para acolher várias centenas de militantes e apoiantes de Vítor Sousa, que apresentou a sua candidatura à liderança da Comissão Política,
acompanhado de Hugo Pires.
Os militantes gostaram de
ver, na primeira fila, Catarina Mesquita Machado, a filha do presidente do
Município, bem como quase todos os antigos e todos os actuais vereadores e a
esmagadora maioria dos autarcas das freguesias, incluindo alguns independentes.
Esta moldura humana animou a
apresentação desta “candidatura maior” de unidade socialista, que honra o
presente e quer preparar o futuro do PS para os desafios que se adivinham.
Vítor Sousa e Hugo Pires
agradeceram a manifestação de apoio vinda de todos os cantos de Braga, não
escondendo a sua surpresa com o número de pessoas e a representatividade da sua
transversalidade etária, social, cultural e económica.
“É com orgulho grande e responsabilidade maior que assumimos
esta candidatura à liderança da secção de Braga do PS”, que corporiza “ideias
claras, estruturadas e arrojadas para a construção do PS” – começou por dizer
Vitor Sousa, logo interrompido pelas palmas dos militantes presentes.
Vitor Sousa e de Hugo Pires
têm como suporte um “amplo conjunto de militantes, razão maior desta
candidatura”, que apela ao contributo de todos para a elaboração de uma moção
que prepare o futuro de Braga.
Depois de um apelo à elevação
e ao respeito neste processo eleitoral, Hugo Pires acentuou o “gosto e grande prazer de estar com Vítor
Sousa” neste “projecto, que mobiliza tanta gente e mostra que estamos no bom
caminho”.
Disponível para construir um
“PS forte, motivado, pela liberdade, pela Justiça e solidariedade”, Hugo Pires
espera um clima de debate sério e esclarecedor para que o partido “ofereça as
melhores condições aos bracarenses para assegurar e construir o futuro”.
“Estou do lado do Vitor e
deste projecto abrangente, com responsabilidade e em unidade” – sustentou Hugo
Pires.
Hugo Pires reconheceu que
“gostava de ter aqui o António Braga, mas ele não quis a unidade”, e, nesse
sentido, lembrou que “é tempo de colocar os nossos projectos pessoais de lado e
lutar pelo interesse colectivo” dos bracarenses.
OS OBJECTIVOS DA CANDIDATURA
Vítor Sousa enumerou depois
os oitos objectivos centrais do manifesto eleitoral, ponto de partida para
debates sectoriais que vão dar corpo à moção de estratégia a submeter a votação
dos militantes socialistas.
A unidade na diversidade é o
primeiro valor estratégico da candidatura de Vitor Sousa, timbrada pela
transversalidade de experiência e de competências e alimentada pela diversidade
geracional.
O rigor nos compromissos — honrando a tradição de cumprir – é a
outra marca de água desta candidatura, que distinguiu os socialistas em 35 anos
de gestão de Braga e importa manter.
A responsabilidade na
renovação, de modo a integrar o vasto património que é legado dá as mãos à
renovação dos próprios agentes políticos de modo a construir equipas sólidas
nas autarquias que potenciem a vitória em 2013.
Acima de Vítor Sousa e de Hugo Pires, esta candidatura coloca o projecto como protagonista, de modo a
desafiar à participação colectiva forte que contribui para uma valorização da militância que reforça a “discussão
interna e o papel de cada militante na construção de um projecto político
sólido”.
A ponte com a sociedade
faz-se através de projectos políticos sólidos que aprofundem o dialogo —
assegura Vítor Sousa, que defende “activamente o papel indiscutível que as
freguesias tiveram, continuam e continuarão a ter na construção de uma
sociedade democrática moderna, justa e equilibrada” em Braga.
Mas o horizonte desta
candidatura é o concelho de Braga que se tem de afirmar no contexto europeu como
“centro de uma região activa e dinâmica”.
Este é, aliás, o imperativo
de futuro, que exige “acção responsável e sustentável” aberta a toda a "força
criativa da população e das instituições”.
Só assim, concluiu Vítor
Sousa, se pode honrar o presente, construído por Mesquita Machado, e preparar o
futuro para merecer a confiança dos bracarenses.